quinta-feira

A rotina e o processo criativo

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É isso, jeito cada um tem o seu, mas um ponto todos parecem ter em comum, a rotina. É a rotina, e ao que tudo indica ela tem algo a ver com o processo criativo. A ‘dinâmica’ do cérebro explica.
Veja a ‘rotina’ de outros escritores: 
   - Grandes escritores ‘usavam’ a rotina como um grande recurso produtivo/criativo 
    - Jeitos e trejeitos de escrevinhadores. Quais são os seus?
Se é um escritor ou escrevinhador – como gosto de me referir a mim mesmo em meu métier na área – já deve ter a sua, não é verdade?

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segunda-feira

Os melhores começos de livros da literatura universal

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Esta é uma relação que surgiu através da opinião de leitores, sendo que teve 2,4 mil participantes, que citaram ou sugeriram 150 livros, cujos autores vão desde 1605 a 1988, ou seja, quatro séculos de literatura.

Quem sabe se a partir desta pequena amostra você se anima e vai conferir o texto na íntegra?

Estes abaixo são os 15 mais citados.

Moby Dick
(Herman Melvilled) 
Chamem-me simplesmente Ismael. Aqui há uns anos não me peçam para ser mais preciso —, tendo-me dado conta de que o meu porta-moedas estava quase vazio, decidi voltar a navegar, ou seja, aventurar-me de novo pelas vastas planícies líquidas do Mundo. Achei que nada haveria de melhor para desopilar, quer dizer, para vencer a tristeza e regularizar a circulação sanguínea. Algumas pessoas, quando atacadas de melancolia, suicidam-se de qualquer maneira. Catão, por exemplo, lançou-se sobre a própria espada. Eu instalo-me tranquilamente num barco.
Anna Kariênina
(Lev Tolstói)
Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira. Tudo era confusão na casa dos Oblónski. A esposa ficara sabendo que o marido mantinha um caso com a ex-governanta francesa e lhe comunicara que não podia viver com ele sob o mesmo teto. Essa situação já durava três dias e era um tormento para os cônjuges, para todos os familiares e para os criados. Todos, familiares e criados, achavam que não fazia sentido morarem os dois juntos e que pessoas reunidas por acaso em qualquer hospedaria estariam mais ligadas entre si do que eles.
Notas do Subsolo
(Dostoiévski)
Sou um homem doente… Sou mau. Não tenho atrativos. Acho que sofro do fígado. Aliás, não entendo bulhufas da minha doença e não sei com certeza o que é que me dói. Não me trato, nunca me tratei, embora respeite os médicos e a medicina. Além de tudo, sou supersticioso ao extremo; bem, o bastante para respeitar a medicina. (Tenho instrução suficiente para não ser supersticioso, mas sou.) Não, senhores, se não quero me tratar é de raiva. Isso os senhores provavelmente não compreendem.
Grande Sertão: Veredas
(Guimarães Rosa)
Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja. Alvejei mira em árvores no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. Daí, vieram me chamar. Causa dum bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser — se viu —; e com máscara de cachorro. Me disseram; eu não quis avistar. Mesmo que, por defeito como nasceu, arrebitado de beiços, esse figurava rindo feito pessoa. Cara de gente, cara de cão: determinaram — era o demo.
Continue aqui.

Veja esta relação adicional com novas pistas interessantes, aqui.

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sexta-feira

Jeitos e trejeitos de escrevinhadores. Quais são os seus?

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Talvez esse lance de nos interessarmos pelo jeito que grandes escritores ‘fazem as coisas’, tipo escrever ou como escrevem, funcione como uma busca por dicas maneiras, que possam ajudar a desencantar nossas qualidades escrevinhadoras latentes, digamos assim, ou mesmo para buscar traços de normalidade, já que aqueles da área costumam ter hábitos, jeitos e trejeitos meio idiossincráticos demais, em seu sentido mais literal.

O caso é que todos eles têm... E como!
Veja o caso destas duas: 
   - Escrever, segundo Clarice Lispector 
    - Agatha Christie, sobre a influência e a copia
Quais são os seus?

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terça-feira

Os mais importantes da literatura brasileira. Quantos já encarou?

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Esta lista, como qualquer outra, utiliza critérios próprios escolhidos por cada autor que se proponha a tal, logo diferente daqueles utilizados em outras relações. Podem até ser questionadas, já que não existe um único padrão estabelecido, quando até mesmo entraria a velha filigrana, uma questão de gosto.

Veja o que acha o autor desta abaixo.

       "Os 10 romances mais importantes da literatura brasileira

As listas são um instrumento crítico de grande relevância, pois trazem, subjacente, um conceito de literatura - este conceito talvez seja mais importante do que as obras escaladas. Ao escolher apenas 10 romances brasileiros eternos, segui alguns critérios: não repetiria livros do mesmo autor; privilegiaria obras que trouxeram alguma inovação formal; e daria preferência a livros que fossem mais do que uma história, que tivessem um valor metonímico, representando um período literário, um painel histórico, um grupo social, uma tendência estética. Podem ser considerados como marcas comuns a todas as narrativas listadas o desejo de construir um retrato do Brasil o investimento em uma linguagem identitária - cada título, logicamente, à sua maneira. Teríamos aqui então um pequeno mapa do grande romance nacional.  
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Machado de Assis
Uma desconstrução do Brasil, por meio da ironia, que escancara a hipocrisia da nossa elite dirigente no século 19. Machado de Assis dá voz a um narrador defunto que, longe da vida social, pode zombar do caráter das pessoas com quem conviveu. O romance também é importante por se valer de novas técnicas narrativas, fazendo-se a obra mais inovadora daquele século.
O Ateneu (1888), Raul Pompeia
É o precursor da autoficção, um romance carregadamente autobiográfico, centrado nas desilusões do menino Sérgio em um colégio que era tido como o melhor o país. Ele descobre a falsidade e os comportamentos sórdidos de um mundo onde não há lugar para o amor e a amizade. Escrito com um cuidado de poeta parnasiano, este é o romance brasileiro em que a linguagem literária chegou ao seu ápice.
Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), Lima Barreto
É a obra que faz a passagem da língua mais formal, de matriz lusitana, para a linguagem quente das ruas, que representa os seres marginais em um Rio de Janeiro que sonha com a modernidade. Aqui, Lima Barreto acompanha o drama de um mulato inteligente, que é violentamente discriminado por sua cor, o que o autor promove é uma naturalização da linguagem para dar espessura humana a atores sociais que nunca haviam sido protagonistas na literatura brasileira.
Macunaíma (1928), Mário de Andrade
O mais divertido retrato do Brasil como um país que vive contemporaneamente em todas as idades do continente, no período pré-cabralino, no Brasil dos viajantes estrangeiros, na Colônia, no Império e na modernidade. O grande feito do livro é transformar as características do homem nacional tidas como defeitos em elementos positivos de nossa identidade malandra, ao mesmo tempo em que elege a pilhagem nos documentos como uma forma de invenção selvagem.
Vidas Secas (1938), Graciliano Ramos
Um romance montado com cenas avulsas, a partir de quadros, em que Graciliano Ramos acompanha a rotina desesperadora de nordestinos que vivem de fazenda em fazenda, isolados do mundo. Fabiano e Sinhá Vitória têm que tomar uma decisão crucial, eternizar este ciclo de exploração ou tentar dar aos filhos o estudo que eles nunca tiveram. Mais do que um romance sobre a seca e o nordeste, é uma narrativa sobre o poder da linguagem.
Fogo Morto (1943), José Lins do Rego
É a obra máxima do Ciclo da Cana de Açúcar, construída com recursos narrativos modernos, longe da memorialística de outros livros do autor. Em “Fogo Morto” ele transforma em mito e em fantasmagoria o fim de um período colonial da história do Brasil, mostrando a falência do modelo social dos engenhos, do qual ele se sente órfão. Aqui, a matéria nordestina ganha uma estrutura narrativa de planos que se sobrepõem, condensando todo um tempo.
Grande Sertão: Veredas (1956), Guimarães Rosa
Verdadeira enciclopédia do Sertão, este romance avança barrocamente para todos os lados, mostrando um narrador sertanejo que usa filosoficamente a linguagem, modificando-a para tentar dar vazão aos seus questionamentos interiores. Riobaldo narra para nos e para se convencer de sua inocência em relação a três episódios centrais: o pacto que ele teria feito com o diabo, o fato de amar em Diadorim (a guerreira travestida de jagunço) a mulher e não o homem e as mortes que ele comete na jagunçagem.
A Paixão Segundo GH (1964), Clarice Lispector
É o livro mais importante de Clarice Lispector, marcado por uma estrutura solta, que não tem começo nem fim — inicia e termina com reticências. O que o leitor acompanha é parte dos intermináveis questionamentos de uma narradora atormentada pela necessidade de se conhecer, ampliando metaforicamente o eu e o agora até os primórdios da vida no planeta.
O Coronel e o Lobisomem (1964), José Cândido de Carvalho
Ambientado no litoral carioca, este romance coloca em cena um narrador mentiroso, que gosta de contar vantagem, mas que revela, em cada episódio, a sua ingenuidade de roceiro. O coronel que acreditava em lobisomem é completamente enganado por figuras urbanas, cifrando o fim deste mundo mítico, que não tem mais continuidade no presente. Aqui, a linguagem sertaneja ganha um colorido deslumbrante para cifrar o descompasso deste mundo.
A Pedra do Reino (1971), Ariano Suassuna
Obra monumental, de incorporação da cultura popular, que se apresenta programaticamente inconclusa, na qual o narrador, preso por seu envolvimento com um episódio trágico do sertão (a degola de animais e pessoas para instaurar o Império da Pedra do Reino) constrói o romance como uma peça de defesa, tentando nos convencer de sua inocência. Farsa e fanatismo dão a tônica ao romance.
Miguel Sanches Neto, doutor em Teoria Literária pela Unicamp, é autor, entre outros, dos romances “Chove Sobre Minha Infância” (Record), “Um Amor Anarquista (Record)” e “A Máquina de Madeira” (Cia das Letras). Este ano, a Intrínseca lança seu romance sobre os nazistas no Sul do Brasil, “A Segunda Pátria”. Site: www.miguelsanches.com.br
E aí, já encarou quantos da relação acima? Eu li 9 deles. Não por sugestão, mas bem antes de conhecer esta relação.

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sábado

A relação da leitura com a memória ou por que você deve ler mais, mesmo!

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Os recursos para se manter ou ativar a memória são muitos, pelo menos como propostas, inclusive aqueles surgidos nos laboratórios – a novíssima pílula anti-esquecimento  quando a coisa ‘esta pegando’, como se diz.

Entretanto tem um jeitinho fácil, maneiro, de cuidar da sua e ainda por cima curtir muito, mesmo, já que é uma velha forma de sentir prazer.

Já adivinhou. É claro! A leitura. É isto, a leitura o velho hábito maravilhoso, quem tem sabe disso, e que, infelizmente vem perdendo espaço para novas tecnologias, como esta nova, de “passar os dedos” – inventei agora – mas, não precisa renunciar, basta conciliar e com mais este argumento fica mais fácil.

É um grande trunfo para a memória. É o que confirmam as pesquisas na área.

É bom lembrar que ninguém “aprende” a ler, ou adquirir o hábito de leitura de uma hora pra outra, logo, não vale esperar ficar velho (a), começar a sentir ou deixar de sentir as coisas, entre aspas, para recorrer aos livros. Hábito se faz fazendo, como se diz, e quanto antes começar, e perseverar, melhor.

Então nunca se imaginou que uma grande fonte de prazer fosse, literalmente, uma grande fonte de saúde.
Veja esta do Bill Gates. É ele mesmo, o reizão da eletroeletrônica.

É isso, um recurso de valor inestimável para manter a memória em dia. Sem falar nos efeitos outros da leitura, tão decantadas por quem conhece e usa, como viu na imagem acima.

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quinta-feira

Caneta ou a extensão da mão de todo escrevinhador. Conheça sua História

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Para você, sobretudo o escrevinhador, que tem a caneta quase como uma extensão da mão, senão da cabeça, vai gostar de conferir a sua historia.

Já está provado, que a pós-modernidade do teclado não chega nem nos pés desta aí e seu parceiro, o papel, no que se refere à criatividade, por exemplo, na hora de escrevinhar.

Veja mais aqui, em Petrobrás.

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segunda-feira

Cuidados a serem observados em visita a bibliotecas

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sexta-feira

O prêmio SESC de literatura 2019

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Se ainda não conhece, confira:

Lançado pelo Sesc em 2003, o concurso identifica escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional.

Além de incluí-los em programações literárias do Sesc, o Prêmio também abre uma porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados e distribuídos pela editora Record.

Mais do que oferecer uma oportunidade aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura cumpre um importante papel na área cultural, proporcionando uma renovação no panorama literário brasileiro.

Objetiva premiar obras inéditas nas categorias CONTO e ROMANCE, destinadas ao público adulto, escritas em língua portuguesa, por autores brasileiros ou estrangeiros, residentes no Brasil.

As inscrições se iniciaram dia 09 de janeiro e vão até ás 18h do dia 14 de fevereiro de 2019.

Clique aqui e confira mais informações.

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quinta-feira

O livro itinerante

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Esta é uma iniciativa que visa estimular a leitura, criando um rodízio de livros que serão distribuídos aleatoriamente pela cidade, de maneira que depois de alguém encontrar um por aí, a ideia é que leia e depois deixe em algum lugar público para que possa continuar sua trajetória de leitura ao ser encontrado por outro potencial leitor.

Como vê, não deve ser nenhuma novidade ‘uma coisa’ assim, mas, achamos que pode ser um reforço e estímulo válido para entronizar, entre aspas, o livro no imaginário, nos corações e mentes de mais pessoas, sobretudo de quem ainda não teve o grande prazer de conhecer, de experimentar.

Ou que gosta de ler e foi deixando a leitura pra lá em função das conjunções do cotidiano, digamos assim.

Se topar com um dos nossos 'agentes de leitura’ por aí, confira, e se quiser volte aqui para deixar sua opinião, o seu comentário, inclusive onde o encontrou.

Boa leitura!

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domingo

É, dá pra começar bem cedo...

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Veja dicas e ideias interessantes para isso: Crianças e livros

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sexta-feira

Um livro de pano para iniciar o seu bebe no universo maravilhoso da leitura. Veja como fazer

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Hoje já não existem dúvidas, segundo especialistas da área, que você confere aqui, que se desenvolva o hábito do aprendizado da leitura ou da iniciação das crianças no apreço pelos livros, processo este que pode – deve – ser feito desde a  mais tenra idade com os bebês, como um brinquedo.

É o que você mesma pode fazer, ou seja, fazer os livros para seu filho (a) começar a se iniciar neste maravilhoso hábito que é, sim, um grande trunfo no processo de aprendizagem, em seu sentido pleno, para toda a vida, sem entrar no mérito da grande fonte de prazer que os livros, e a leitura, proporcionam. Quem lê sabe muito bem do que estamos falando.

Eles, ainda, proporcionam aos bebês, o desenvolvimento da atenção, criatividade e do tato, através do contato com as diferentes texturas e ‘relevos’ dos livros.

A depender de sua opção, tudo pode ser feito, costurado, à mão, sem necessidade de máquina de costura, o que pode até lhe dar uma textura mais maleável e gostosa ao tato para o bebê.

Veja como fazer, aqui.

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quarta-feira

Como abrir um livro novo pela primeira vez. Vai garantir-lhe conservação e longevidade

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Abrir um livro é só abrir, não?

Não mesmo! O livro novo tem lá seus segredos para ser aberto, o que vai lhe garantir conservação e durabilidade sem ‘cair pelas tabelas’.

Vai observar que todo livro tem uma ‘linha’ ao longo do dorso ou lombada, mais ou menos meio centímetro à dentro da capa. É a sua referência.

Pegue uma régua, coloque sobre este espaço entre a linha e o dorso, segure firme enquanto abre a capa lentamente a pressione-a com os dedos no sentido longitudinal, ao longo da régua para marcar bem a abertura.

Na sequência faça a mesma coisa para a contra capa, ou as primeiras folhas, três ou quatro.
Leia também: 
  - Como fazer pequenos reparos em livros 
  - Como combater os inimigos dos livros e garantir sua conservação
Proceda da mesma maneira na parte de trás da capa do livro.

Fazendo assim você garante a mobilidade das páginas ao usar o livro e terá a certeza que a colagem do dorso manterá a estrutura firme e intacta, ao contrário de quando é aberto de qualquer maneira.

Observe a quantidade de livros, brochuras – porque o livro encadernado já vem com esta definição e não precisa – que começam a descolar a capa e as primeiras folhas antes de, na sequência, acontecer o seu desmonte geral.

A regrinha, também, continua valendo para livros já usados o que vai lhes garantir o mesmo efeito em sua conservação.

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sábado

O fim dos livros. A pergunta que não tem – terá? – respostas

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É na verdade uma resposta a pergunta feita a um personagem em 1894. É isso, o que esperava o livro naqueles idos tempos. Publicado à época por Octave Uzanne.

É um cenário bem surreal que poderia muito bem ser ‘respondido’ nos dias de hoje, quando uma parafernália eletrônica tenta aposentar o livro que vem desafiando a tudo e a todos e com boas perspectivas de continuar desafiando os anos e os séculos à fora.
Vale á pena dar uma conferida. Você vai ler de uma só sentada, tanto porque é interessante e divertido quanto pelo seu tamanho.

Confira também, aqui, o porquê de sua longa sobrevivência.

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terça-feira

Os conselhos dos 'superleitores' para ler mais rápido... E mais!

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Entender o funcionamento do cérebro pode ajudar
Bem, este não é um artigo que eu diria... Fácil de ler, sobretudo nestes tempos bicudos de internet e da ditadura do whattsapp, quando a interação tem que ser ali ó... Imediata.

Não importa onde está ou o que esteja fazendo. Frenesi este que acaba deixando as pessoas meio que ansiosas por demais...

Dê uma olhada no trânsito, sobretudo mulheres ao volante e verá que... Não, não é preconceito contra as mulheres, tanto é que os homens, também usam o celular ao volante, mas, observe...

Um lembrete. É bom ficar mais ligado no trânsito, notadamente ao atravessar a rua, independente da cor do sinal. Fique de olho nos carros, ou melhor, se puder, na cara dos motoristas.
Veja também: Livros incríveis que você pode ler em apenas um dia (ou menos)
Mas, voltando. Se é um leitor, mesmo, não vai se importar em ler este verdadeiro tratado sobre a leitura rápida. 

Confira!

“Os conselhos dos 'superleitores' para ler mais rápido

Agatha Christie lia 200 livros por ano, enquanto que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, termina um a cada duas semanas. O ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt lia um livro por dia e até dois ou três, se tinha uma noite mais tranquila. Mas como as pessoas em geral podem conseguir fazer isso?

Harriet Klausner, uma bibliotecária de escola americana que morreu no ano passado era ou uma das leitoras mais rápidas da história ou alguém que "economizava" bastante na hora de falar a verdade.

Ela fez surpreendentes 31.014 críticas de livros na Amazon, o que significava que chegou a ler seis livros por dia. Mas nem todos aceitam este número e um grupo de críticos chegou a tentar desacreditá-la.

Klausner se defendeu dizendo que alguns dos romances que lia eram tão curtos e fáceis que lhe tomavam apenas uma hora. E ofereceu outra explicação simples para sua rapidez de leitura: "Se um livro não me interessa até chegar na página 50, deixo de lê-lo", afirmou ao jornal americano Wall Street Journal.

Seus feitos podem ser fantásticos, mas a vontade de poder ler mais é comum a muitos de uma geração frequentemente distraída por séries de televisão, jogos de futebol e tópicos mais comentados no Twitter, que tem cada vez mais dificuldade de encaixar a leitura em suas vidas.

Um livro a cada 2,4 dias

John Sutherland, autor, crítico de livros colunista e professor emérito de Literatura Inglesa Moderna na universidade UCL, em Londres, diz que em 2015 leu aproximadamente 150 livros.

"É bastante", afirma. E o fato de que ele os lê em seu tablet permite passar as páginas em alta velocidade.

"Desse jeito não fico com o dedo dormente e também evito que o próximo leitor contraia uma doença", brinca.

A vida de um leitor profissional, no entanto, depende de sua capacidade de avançar pelas palavras o mais rápido possível, retendo o máximo de conhecimento que puder.

No ano passado, Sutherland terminou um livro aproximadamente a cada 2,4 dias. "Passo quatro páginas de vez se tiver que fazê-lo", afirma.

Dois mil em uma vida

Quando estava na escola, o britânico Tony Buzan fez um teste de velocidade de leitura, que detectou sua capacidade de ler 213 palavras por minuto. "Pensei que era um leitor muito rápido. Mas perguntei a uma garota da minha sala o resultado dela, e ela tinha conseguido 300. Me senti péssimo."

Decidido a melhorar suas habilidades, Buzan praticou leitura rápida em casa e pesquisou sobre a física do olho. Ele também aprendeu sobre focalização ocular e sobre o agrupamento de palavras para poder lê-las como um só fragmento.

Ele descobriu, por exemplo, que era possível ler mais rápido depois de fazer exercícios físicos. E em pouco tempo dobrou sua velocidade de leitura.

Hoje ele é consultor de leitura rápida e memorização, e acredita que o número de livros que lemos é, sim, importante.

"Em vez de ler, não sei, mil livros na minha vida, agora talvez leia dois mil. Isso pode mudar minha existência", afirma.

Eis os seus conselhos para ler mais livros:
 - Aprenda a usar seus olhos para ler mais rapidamente; 
 - Fique em boa forma física, para que o seu cérebro tenha mais oxigênio; 
 - Aprenda a memorizar capítulos e até livros inteiros; 
 - Leia sobre o cérebro e seu funcionamento; 
 - Crie um grupo de leitura rápida e estudo com seus amigos.
Seletividade

Considerando a velocidade média com a qual alguém diz 300 palavras por minuto, um leitor leva cerca de um minuto para terminar uma página. Portanto, para ler um livro de 300 páginas por dia, o leitor médio deveria reservar 35 horas semanais.

"Há uma quantidade de livros limitada que eu consigo ler ao longo da minha vida, e não vou perder tempo com lixo", afirma o colunista do jornal britânico Sunday Times e crítico de livros Jenni Russell. Ele acredita que, com a idade, devemos nos tornar mais seletivos.

"Quando somos jovens sentimos uma curiosidade grande por outras pessoas, como elas pensam e o que sentem. Agora, um escritor precisa ter uma habilidade exemplar ou uma perspectiva interessante para chamar minha atenção."

Quando era criança, Russell lia até 20 livros por semana. Agora, lê três por mês.
E qual seria o melhor conselho de um dos superleitores para enfrentar um ano de leitura?

"Meu conselho é entediar-se", afirma o professor John Sutherland. "Minha infância foi muito entediante, e ler foi uma boa maneira de passar por grandes períodos de tédio."
Durante período na prisão, Trotsky lia sobre mais variados assuntos, da manhã até a noite
Um pouco a cada 15 minutos livres

O revolucionário russo Leon Trostsky também se aproveitou do tédio para ler.

Durante os dois anos que passou na prisão, lia da manhã até a noite. Desde a ficção clássica europeia, passando pelas pesquisas de Darwin até as teorias de Lênin sobre o comunismo.

A ex-professora de leitura da universidade de Dorchester, na Inglaterra, Ginny Williams-Ellis fundou a organização beneficente Read Easy para ajudar pessoas analfabetas.

"Os livros não são prioridade para as pessoas com quem trabalhamos. A motivação delas é aprender a ler listas de compras, etiquetas de latas, jornais, as palavras da vida diária", explica.

Mas o aprendizado frequentemente leva alunos a se tornarem aspirantes a superleitores.

"Muita gente se emociona quando aprende a ler. Trabalhamos com uma cabeleireira que agora lê um romance por noite."

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Estar em boa forma física oxigena o cérebro e ajuda a ler mais
Segundo uma das "superleitoras", vale usar cada 15 minutos livres para dar prosseguimento a um livro.

Quer aumentar sua velocidade de leitura? Entender o funcionamento do cérebro pode ajudar.

Russell entende a fascinação. "Nas nossas vidas, só vemos a superfície das pessoas. A ficção nos leva a suas mentes, a seus pensamentos e motivações. Os romances nos levam a lugares que de outra forma nunca veríamos. A leitura pode ter um efeito surpreendente sobre nós."

A jornalista e "treinadora" literária Glynis Kozma aconselha os leitores a tirarem alguns minutos de cada um dos seus compromissos para ler.

"Em vez de pensar que o que você precisa é sentar-se e ler durante uma hora, tente utilizar pequenas quantidades de tempo", diz,
"Leia durante 20 minutos, enquanto espera o jantar ficar pronto no forno. Use cada 15 minutos livres que tiver."

Kozma tenta ler um livro por mês, mas nem sempre consegue. "Acho que muita gente se sente culpada com relação à leitura. Estamos todos tão ocupados que fica difícil justificar o uso do tempo livre", conclui.

Hannah Sander BBC News

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