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quinta-feira

Caneta ou a extensão da mão de todo escrevinhador. Conheça sua História

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Para você, sobretudo o escrevinhador, que tem a caneta quase como uma extensão da mão, senão da cabeça, vai gostar de conferir a sua historia.

Já está provado, que a pós-modernidade do teclado não chega nem nos pés desta aí e seu parceiro, o papel, no que se refere à criatividade, por exemplo, na hora de escrevinhar.

Veja mais aqui, em Petrobrás.

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sábado

O fim dos livros. A pergunta que não tem – terá? – respostas

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É na verdade uma resposta a pergunta feita a um personagem em 1894. É isso, o que esperava o livro naqueles idos tempos. Publicado à época por Octave Uzanne.

É um cenário bem surreal que poderia muito bem ser ‘respondido’ nos dias de hoje, quando uma parafernália eletrônica tenta aposentar o livro que vem desafiando a tudo e a todos e com boas perspectivas de continuar desafiando os anos e os séculos à fora.
Vale á pena dar uma conferida. Você vai ler de uma só sentada, tanto porque é interessante e divertido quanto pelo seu tamanho.

Confira também, aqui, o porquê de sua longa sobrevivência.

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quinta-feira

Grandes escritores ‘usavam’ a rotina como um grande recurso produtivo/criativo

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Rotina de trabalho de criação, entre aspas, de grandes escritores... O cérebro agradece e, ao que tudo indica, o próprio processo criativo, também!
Ou seja, funciona!
"Conheça a rotina de trabalho de seis grandes escritores
99% transpiração, 1% inspiração: nem só do talento nascem as grandes ideias.

Escritores bem-sucedidos têm algo em comum: desenvolvem rotinas firmes para se tornarem produtivos – seja levantar às 4h da manhã ou intercalar trabalho com exercícios físicos. Conheça algumas dessas rotinas, e inspire-se para criar as suas próprias, seja qual for o seu objetivo. 

 - Ernest Hemingway (1899 – 1961), escritor norte-americano que ganhou o Prêmio Pulitzer de Ficção (1953) e o Nobel de Literatura (1954).

“Quando estou trabalhando em um livro ou uma história, escrevo todas as manhãs, logo após a primeira luz possível. Não há ninguém para perturbar e o tempo está sempre mais fresco. Você vem para o trabalho e se aquece à medida que escreve. Você lê o que escreveu antes e continua a partir daí. Você escreve até chegar a um ponto em que sabe o que vai acontecer em seguida. Então para e vai tentar viver até o dia seguinte, quando irá voltar ao trabalho.”
 - Stephen King (1947), escritor norte-americano famoso por histórias de horror fantástico.

“Há certas coisas que faço ao me sentar para escrever. Tomo um copo de água ou uma xícara de chá. Sento-me em um determinado horário, entre 8h e 8h30, em algum lugar dentro dessa meia hora, todas as manhãs. Tomo a minha pílula de vitamina e ligo minha música, sento-me no mesmo assento, e os papéis estão todos organizados nos mesmos lugares.”
 - Haruki Murakami (1949), premiado escritor japonês, traduzido para mais de 50 idiomas. 

“Quando estou trabalhando em um romance, me levanto às 4h da manhã e trabalho por cinco a seis horas. Na parte da tarde, eu corro 10 km ou nado por 1.500 m (ou faço ambos), e então leio um pouco e ouço alguma música. Vou para a cama às 9h da noite. Eu mantenho essa rotina todos os dias, sem variação. A repetição em si torna-se o mais importante; é uma forma de hipnotismo. Eu me hipnotizo para chegar a um estado de espírito mais profundo. Mas suportar tal repetição por tanto tempo — seis meses a um ano — requer uma boa quantia de força mental e física. Nesse sentido, escrever uma longa novela é como um treino de sobrevivência. Força física é tão necessária quanto sensibilidade artística.”
 - Joan Didion (1934), escritora e jornalista norte-americana 

“Eu preciso de uma hora sozinha antes do jantar, com uma bebida, para repassar tudo o que fiz naquele dia. Não posso fazer isso no final da tarde porque ainda estou muito envolvida com tudo. Além do mais, a bebida ajuda. Ela me afasta das páginas. Eu passo essa hora removendo algumas coisas e adicionando outras. Então eu começo o próximo dia refazendo tudo o que fiz no anterior, seguindo as notas que deixei à noite. Quando estou realmente trabalhando, não gosto de sair nem ter ninguém para o jantar, senão perco a hora. Outra coisa que preciso fazer, quando estou perto do final do livro, é dormir no mesmo quarto que ele. De alguma forma, o livro não deixa você quando está dormindo bem ao seu lado.”
 - Simone de Beauvoir (1908 – 1986), escritora e ativista feminista francesa e autora de O Segundo Sexo  

“Sempre estou com pressa para começar. Primeiro eu tomo chá e, então, por volta das dez da manhã, começo e trabalho até 1h da tarde. Então vou ver meus amigos e volto ao trabalho às 5h da tarde, seguindo até às nove. No dia seguinte, se o trabalho está indo bem, eu passo de 15 a 30 minutos lendo o que escrevi no dia anterior. Então eu continuo a partir daí.”
 - William Gibson (1948), escritor americano do movimento cyberpunk, subgênero da ficção científica.
  
“Me levanto às 7h, checo meu e-mail e entro na internet. Tomo uma xícara de café. Três dias por semana eu faço pilates e volto entre 10h e 11h da manhã. Então sento e tento escrever. Se absolutamente nada estiver surgindo, me dou permissão para ir cortar a grama. Mas, geralmente, só me sentar e realmente tentar é o suficiente para começar algo. Eu paro para o almoço, volto e escrevo mais. E em seguida, geralmente, um cochilo. Cochilos são essenciais para o meu processo. Não os sonhos, mas aquele estado adjacente ao dormir, a mente ao acordar. À medida que avanço, o livro vai se tornando mais exigente. No começo, eu trabalho cinco dias na semana, cada dia aproximadamente das 10h às 17h, com uma pausa para o almoço e o cochilo. No final estou trabalhando todos os dias, podendo chegar a 12 horas por dia.

Perto do fim do livro, o estado de composição está mais complexo, um estado quimicamente alterado que irá embora se eu não continuar dando o que ele precisa. E o que ele precisa é, simplesmente, escrever o tempo todo. O tempo de inatividade que não seja usado para dormir se torna problemático.”

Este conteúdo foi publicado originalmente no livro Seja mais produtivo. Agora, da autora do blog Como as Pessoas Funcionam, Ana Prado.

Por Ana Prado

E aí, qual a sua rotina de trabalho? Não tem? Ou, ainda, não é escritor? Como pode ver, é uma boa ideia começar a pensar em sua rotina... Pelo visto tem tudo a ver. Não é verdade?

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sábado

A biblioteca que, em vez de livros, empresta contadores de histórias

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É o livro. Mais precisamente mais uma de suas metamorfoses, adaptando-se as necessidades imediatas e locais, comprovando a sua função universal de adicionar, agregar conhecimento, informação, encontros... Adicionar vida!
“A biblioteca que em vez de emprestar livros empresta pessoas para contar histórias
Bom dia? Eu posso levar esta pessoa emprestada por meia hora, por favor?

É algo mais ou menos assim, em que se pode perguntar na biblioteca humana, que é um projeto onde em vez de oferecer livros para levar, oferece diferentes pessoas com histórias interessantes para contar.

A ideia de organização da “Biblioteca Humana” é romper barreiras entre as pessoas e promover o diálogo e a compreensão.

Leitura para escapar da guerra: assim é a biblioteca secreta subterrânea na Síria. São 4 bibliotecas secretas que revelarão grandes tesouros da história.

O sistema é muito simples: o usuário tem algo em torno de meia hora para escutar a este ‘livro vivo’, como também para fazer perguntas e conversar.

‘Os livros’ no geral são pessoas que foram vítimas de prejuízos, exclusão social ou que tenham sido estigmatizadas, para que o leitor tenha a oportunidade de refletir e revisar seus próprios conceitos e eventuais prejuízos.

Pode-se, por exemplo, consultar “o livro” Lee Co En, que trata sobre como é viver com nanismo.

Ou pode-se aprender, por exemplo, com o empréstimo do “livro” Michael, sobre as dificuldades de um jovem de comunicar-se com seus amigos e sua família sobre a sua decisão de converter-se em sacerdote católico.

É uma idéia que deu certo. O mais recente evento teve lugar em Cingapura, mas a Biblioteca Humana já está organizada em mais de 70 países em todo o mundo.

Na BBC, versão Blog do Linho

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Tragédia literária. O Melville escreveu Moby Dick e arruinou sua vida de escritor notável


E ai, leu o Moby Dick? É, o da baleia, lá na sua infância. Eu li! E, é claro, gostei muito, mesmo. Tinha tudo o que um garoto como eu aficionada por aventuras gostava. Gostava não, delirava!

Pois é, fiquei sabendo depois de grande que um ‘dos livros’ de minha infância, até de minha iniciação, acabou provocando esse destino literário trágico para o seu autor.

É uma pena que ele não tenha vivido para ver o seu ‘rejeitado’ ser considerado hoje, “o livro”, “o romance”, o ‘Grande Romance Americano’.

Mas, ainda dá tempo! Se não leu, vale à pena dar uma conferida!

"Escreveu Moby Dick e arruinou tudo

Moby Dick, a baleia branca, o romance épico de Herman Melville (1819–1891), era para garantir a sua fama. Em vez disso, afundou sua carreira.

Melville tinha tudo o que um jovem autor poderia sonhar. Com a idade de 30 anos, tinha viajado pelo mundo e escrevera cinco livros, incluindo dois best-sellers.

Encontrava-se casado com a filha de um juiz proeminente e possuía uma casa bonita. Era paparicado pelos literatos. E estranhos lhe pediam autógrafos.

Então, ele escreveu Moby Dick e arruinou tudo.

Hoje, o livro é muitas vezes festejado como o Grande Romance Americano. DH Lawrence definiu-o como "um dos livros mais estranhos e maravilhosos do mundo".

Mas, no tempo de Melville, foi um fracasso total. Os leitores não podiam compreender a sua narrativa difícil. Críticos o consideraram os delírios de um louco.

Quando Melville tentou consertar a sua imagem com um romance de continuação, intitulado Pierre, as avaliações foram igualmente brutais e o novo trabalho cimentou a sua reputação como um lunático. Com apenas 33 anos, Melville estava acabado.

Ao morrer, em 1891, com a idade de 72 anos, as pessoas ficaram chocadas. Não porque ele faleceu, mas porque pensaram que ele estava morto há décadas.

Levaria meio século para que um acadêmico ressuscitasse o legado de Melville.

Fonte Blog do PG

     Obs. A história é real, como pode conferir no texto aqui.

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segunda-feira

Livros para quem não gosta de ler

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Quando me fazem uma das perguntas mais frequentes numa livraria: «queria um livro para alguém que não gosta de ler», imediatamente penso que é o equivalente a pedirem-me uma cerveja sem álcool, um café sem cafeína ou um cigarro electrónico sem nicotina, isto é, um livro sem enredo, sem personagens, sem sentimentos, sem emoções, sem ideias. O pior é que se abre uma multiplicidade de hipóteses das quais não posso fugir, os livros editados para pessoas que não gostam de ler são, paradoxalmente, a maior fatia da oferta que existe no mercado. Basta passear um pouco por uma grande superfície e verificar a grande quantidade de livros iguais no seu aspecto estético e temático, para perceber que essa é a lei que impera. Não quero parecer elitista ao criticar a opção de se ler esse tipo de livros, é legitimo fazê-lo. Mas sejam quais forem os prazeres de desfrutar de um livro, enquanto objecto que nos permite levitar para outro mundo, esta não pode ser a única abordagem da leitura. Um livro pode, de facto, mudar a nossa vida. Não é o trabalho de um escritor uma espécie de instrumento óptico que é oferecido ao leitor para lhe possibilitar encontrar aquilo que, sem a ajuda do livro, nunca teria conseguido sentir sozinho? Não será um livro a descoberta do eu através dos outros? Já Marcel Proust dizia que é sempre mais interessante citar os outros do que nos citarmos a nós próprios. Para Orhan Pamuk um livro, para além do seu enredo e das personagens, tem que ter uma ideia central, aquilo a que Pamuk chama o centro do livro ou desígnio do livro. A função de um livro não é apenas a de nos dar prazer, ou seja, um analgésico, de efeito efémero, que ajuda a minimizar a solidão ou a passar o tempo enquanto viajamos de autocarro ou de comboio; pode, pelo contrário, criar-nos angústia, medo e dúvida, mas também nos pode dar respostas. Porém, parece que a maioria das pessoas quer apenas um sucedâneo, um placebo, algo que simplesmente as distraia e seja inócuo. É uma opção.

Jaime Bulhosa – Pó de Livros

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